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Criadouro Comercial de Fauna Silvestre

Reg. IBAMA 434325 – AM/SEMAS 301509

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ESPÉCIES CRIADAS

 

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Jibóia amazônica

Boa constrictor constrictor

 

Outros nomes vulgares: Boiuçu, Anaconda, Suaçu, jauacanga, red-tail boa (ing.).

 

Distribuição geográfica: Trinidad e Tobago, Ilha Margarita, Venezuela, Guianas, Suriname, bacia amazônica.

 

Habitat: Florestas, capoeiras, savanas, roçados e zonas urbanas.

 

História natural: A espécie amazônica de Jibóia é considerada a mais bonita entre as Boa constrictor. É Conhecida no exterior como “red-tail boa” devido à coloração peculiar da cauda, que apresenta um belo vermelho vivo. A espécie é encontrada nas florestas úmidas da Amazônia e até mesmo nas grandes cidades da região, se alimentando de roedores e outros pequenos mamíferos e aves domésticas.

 

 

As Jibóias amazônicas podem atingir 4,0 m de comprimento e pesar 50 kg em cativeiro. O maior registro de comprimento encontrado na literatura até hoje é de 5,63 metros, porém raramente esta espécie atinge 3 metros, ficando em média entre 2,0 e 2,5 metros. É óbvio que elas demoram bastante para atingir este tamanho, geralmente mais de 6 anos, se bem alimentadas e em boas condições de cativeiro. Animais robustos, musculosos e imponentes, são realmente lindos quando grandes! As fêmeas parecem ficar maiores que os machos. O criador deve sempre respeitar a força do animal.

 

As jibóias possuem coloração predominantemente marrom-claro com manchas marrom-escuro, e padronagem característica com desenhos romboidais ao longo do corpo, que finaliza em uma cauda de coloração vermelho-vivo e manchas claras. Podem viver até 20 anos, há registro de 25 anos em cativeiro. Quando irritadas, expiram com força o ar do pulmão, fazendo um ruído peculiar, um silvo, denominado folcloricamente como o “Bafo de Jibóia”.

 

 

Locomoção

 

Possuem normalmente movimento retilíneo e para isso usam os músculos que ligam as escamas do ventre às costelas, contraindo-os em ondulações pelo corpo. As escamas do ventre tracionam nas irregularidades do substrato onde a cobra está e a mesma é impulsionada para frente, como se deslizasse sem esforço. Porém, este método não é usado nos momentos que requerem deslocamento rápido, havendo a necessidade de movimentos ondulatórios normais. Com o serpentear do corpo as jibóias conseguem se deslocar com mais rapidez.

 

Reprodução

 

Vivíparas, possuem fecundação interna e dão à luz à filhotes totalmente formados. Os filhotes possuem a mesma coloração e tipos de manchas que os pais. O tamanho dos filhotes e da ninhada dependem do tamanho da fêmea. No Sítio Xerimbabo os filhotes têm nascido com 60cm e pesando 100g, em média.


Além da experiência diária na criação de boídeos, as informações aqui apresentadas foram coletadas na seguinte bibliografia:

 

CUNHA, Osvaldo Rodrigues & NASCIMENTO, Francisco Paiva de, 1978. "Ofídios da Amazônia. X - As cobras da região leste do Pará". Belém, Museu Paraense Emílio Goeldi, 218 p. (Publ. Avulsas, 31).

 

FRANCISCO, Luiz Roberto, 1997. "Répteis do Brasil: manutenção em cativeiro". São José dos Pinhais: Amaro. 208p.

 

MEHRTENS, John M., 1987. "Living Snakes of the World in Color". Sterling Publishing Co., Inc. New York.

 

ROGÉ, Jean-Pierre & SAUVANET, Jany, 1987. "Les Serpents". La Documentation Guyanaise. Cayenne: Saga.

 

ROSS, Richard A. & MARZEC, Gerald, 1990. "The Reproductive Husbandry of Pythons and Boas". Institute for Herpetological Research, Stanford, California.

 

STIDWORTHY, John, 1993. "Serpentes". 3ª Edição, São Paulo: Melhoramentos - (Prisma).