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Criadouro Comercial de Fauna Silvestre

Reg. IBAMA 434325 – AM/SEMAS 301509


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ESPÉCIES CRIADAS

 

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Periquitambóia

Corallus caninus

 

 

Outros nomes vulgares: Cobra-papagaio, ararambóia, arabóia, emerald tree boa (ing.),

 

 

 

Distribuição geográfica: Bacia Amazônica (Brasil, Peru, Equador, Bolívia, Venezuela, Guianas e Suriname)

 

 

Habitat: Árvores e arbustos próximos a rios e igarapés de florestas tropicais.

 

 

 

História natural: De coloração geral verde esmeralda no dorso, com manchas transversais brancas e ventre amarelo, a periquitambóia é considerada por muitos como um dos animais mais belos do planeta. Seus filhotes são vermelhos ou alaranjados, com manchas brancas no dorso.

 

De hábitos exclusivamente arborícolas, sua coloração garante eficiente camuflagem, facilitando a captura das presas e tornando-a quase invisível aos possíveis predadores. Animal noturno, passa boa parte do dia em sua posição característica com a cabeça grande e achatada descansada no centro das voltas simétricas do corpo. Sua cauda preênsil garante apoio firme. Atinge até 2 m de comprimento e foi a inspiração para o logotipo do Sítio Xerimbabo. Podem alcançar 2m de comprimento.

 

Assim como outros representantes do gênero Corallus, possui termorreceptores labiais. Estes termorreceptores são sensíveis às menores variações de temperatura e auxiliam a cobra na localização da presa e direcionamento do bote.

 

Esta espécie possui dentes longos e finos que garantem rápida penetração da pele e apreensão de pequenos mamíferos e aves. A presa é morta por constrição e muitas vezes é engolida enquanto a cobra está suspensa em um galho, segura apenas pelo rabo preênsil ou região posterior do corpo. De hábitos exclusivamente arborícolas, possui dieta especializada, alimentando-se principalmente de pequenos roedores e aves. Entretanto, há registro em literatura relatando que morcegos e iguanas também fazem parte da dieta desta cobra.

 

 

 

Vivíparas, possuem fecundação interna dão à luz filhotes completamente formados. O tamanho dos filhotes e da ninhada dependem do tamanho da fêmea. Os filhotes quando nascem possuem coloração terracota, alaranjada ou, eventualmente, verde-azulada, com manchas brancas ao longo do dorso.


Além da experiência diária na criação de boídeos, as informações aqui apresentadas foram coletadas na seguinte bibliografia:

 

CUNHA, Osvaldo Rodrigues & NASCIMENTO, Francisco Paiva de, 1978. "Ofídios da Amazônia. X - As cobras da região leste do Pará". Belém, Museu Paraense Emílio Goeldi, 218 p. (Publ. Avulsas, 31).

 

FRANCISCO, Luiz Roberto, 1997. "Répteis do Brasil: manutenção em cativeiro". São José dos Pinhais: Amaro. 208p.

 

MEHRTENS, John M., 1987. "Living Snakes of the World in Color". Sterling Publishing Co., Inc. New York.

 

ROGÉ, Jean-Pierre & SAUVANET, Jany, 1987. "Les Serpents". La Documentation Guyanaise. Cayenne: Saga.

 

ROSS, Richard A. & MARZEC, Gerald, 1990. "The Reproductive Husbandry of Pythons and Boas". Institute for Herpetological Research, Stanford, California.

 

STIDWORTHY, John, 1993. "Serpentes". 3ª Edição, São Paulo: Melhoramentos - (Prisma).